
A Justiça do Amazonas condenou o ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro a mais de 178 anos de prisão por estupro de vulnerável praticado contra vários adolescentes em Manaus. Além da pena de reclusão, ele recebeu 3 anos de detenção e foi condenado ao pagamento de indenizações por danos morais às vítimas.
A sentença foi emitida pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes, que considerou comprovadas as acusações apresentadas durante o processo.
O caso ganhou força após uma das vítimas denunciar os abusos às autoridades. A partir desse relato, novas denúncias surgiram e deram origem a uma ampla investigação conduzida pela Polícia Civil, culminando na Operação Armlock.
De acordo com as apurações, os crimes teriam sido cometidos entre 2011 e 2018, quando Alcenor atuava como treinador e mantinha contato direto com adolescentes que frequentavam a academia.
As investigações apontaram que o condenado criava laços de confiança com os jovens e suas famílias antes dos abusos. Entre as estratégias identificadas estavam a oferta de presentes, viagens e atividades que aproximavam ainda mais as vítimas do professor.
Durante o julgamento, também foram analisados elementos que indicavam o uso de substâncias para reduzir a resistência de algumas vítimas, além da exposição de adolescentes ao consumo de bebidas alcoólicas.
Ao fundamentar a decisão, a magistrada responsável pelo caso ressaltou que os crimes representaram graves violações à dignidade, à integridade física e à liberdade sexual dos adolescentes envolvidos.
Além da pena em regime fechado, a Justiça determinou o pagamento de reparações financeiras às vítimas e manteve a prisão do réu, impedindo que ele recorresse em liberdade. Segundo a investigação, ao menos 12 adolescentes foram atingidos pelos abusos atribuídos ao ex-professor.







