
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao piso anterior.
O aumento foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025 e segue a política permanente de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto. O cálculo, no entanto, respeita o limite do arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social começaram a receber o novo valor no último dia 26. O calendário segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Com o reajuste, o salário mínimo em 2026 passa a ser de R$ 1.621 por mês, o que corresponde a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora trabalhada.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o novo piso salarial impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é de que o aumento injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.
O governo federal calcula que o impacto total, somando o reajuste do mínimo e a isenção do Imposto de Renda, alcance R$ 110 bilhões na economia. Por outro lado, o custo adicional para a Previdência Social deve ser de aproximadamente R$ 39,1 bilhões.
Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve de referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família, ampliando os efeitos do reajuste sobre a renda das famílias e as contas públicas.
No INSS, os benefícios no valor de um salário mínimo tiveram reajuste integral de 6,79%, chegando a R$ 1.621. Para quem recebe acima do piso, o aumento foi de 3,90%, correspondente ao INPC de 2025. O teto da Previdência passou a ser de R$ 8.475,55.
As contribuições previdenciárias também foram atualizadas. Trabalhadores com carteira assinada que ganham até R$ 1.621 contribuem com 7,5%. As alíquotas sobem de forma progressiva até 14% para salários que chegam ao teto do INSS. Autônomos, contribuintes facultativos e microempreendedores individuais passam a recolher valores que variam de R$ 81,05 a R$ 324,20, conforme o plano escolhido.
O seguro-desemprego teve reajuste de 3,90%, com parcela mínima fixada em R$ 1.621 e valor máximo de R$ 2.518,65. Já o salário-família foi atualizado para R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.







