Presidente da Câmara descarta instalação imediata de CPI do Banco Master

O Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou na terça-feira (3) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para investigar o Banco Master não será feita de forma rápida e urgente. Segundo ele, o pedido seguirá a ordem cronológica prevista no regimento interno e dependerá da liberação de vagas na agenda de CPIs da Casa.

Ele ressaltou que a decisão é técnica e não envolve critérios políticos. De acordo com o parlamentar, o regimento limita o número de comissões em funcionamento ao mesmo tempo, impedindo a abertura imediata de novas CPIs, mesmo diante de temas considerados relevantes.

O posicionamento surge em meio à pressão de parlamentares que defendem a investigação do Banco Master, instituição que entrou no centro de questionamentos após sua liquidação. Para esses deputados, o caso possui impacto econômico significativo e deveria receber tratamento prioritário.

Aliados do presidente da Câmara afirmam que o respeito às regras internas é fundamental para preservar a institucionalidade da Casa. Já opositores avaliam que a fila de CPIs funciona, na prática, como um mecanismo de contenção política, uma vez que o atraso tende a reduzir a repercussão e o alcance das investigações.

Mesmo com o adiamento, o requerimento segue ativo e não foi arquivado. No entanto, não há previsão para que a CPI do Banco Master seja instalada, mantendo o tema restrito, por enquanto, ao debate político e jurídico fora do âmbito formal do Legislativo.