PIX deve ganhar novas modalidades de pagamento, crédito e transferências internacionais

O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novas funcionalidades para o sistema de transferências instantâneas. O objetivo é ampliar as formas de uso da ferramenta e integrar o sistema a novas modalidades de pagamento e crédito.

Entre as novidades estudadas está a cobrança híbrida, que permitirá ao consumidor pagar uma cobrança por meio de QR Code via PIX ou por boleto. A modalidade já existe de forma facultativa, mas deve se tornar obrigatória a partir de novembro deste ano.

Outra funcionalidade prevista é o pagamento de duplicatas escriturais via PIX, o que deve facilitar a antecipação de recebíveis por empresas, com atualização das informações em tempo real e redução de custos operacionais. A proposta é que o modelo funcione como alternativa ao boleto bancário.

O Banco Central também trabalha no chamado split tributário, que permitirá o pagamento de impostos automaticamente no momento da compra em transações eletrônicas, dentro do novo modelo de tributação sobre o consumo. A previsão é que o sistema esteja alinhado à reforma tributária até 2027.

Para os próximos anos, outras funcionalidades também estão em estudo, como o PIX internacional, que deve permitir pagamentos entre países por meio da integração de sistemas de transferências instantâneas.

Também estão em desenvolvimento o PIX em garantia, que permitirá o uso de valores a receber via PIX como garantia para empréstimos, e o PIX por aproximação offline, que possibilitará pagamentos mesmo sem conexão com internet.

O Banco Central ainda discute a padronização do chamado PIX parcelado. A modalidade já é oferecida por instituições financeiras como linha de crédito, mas a ideia é criar regras únicas para aumentar a concorrência e reduzir os juros. Ainda não há prazo definido para essa regulamentação.