Justiça absolve industriário após quase dois anos preso por acusação de 3st#pr0 em Manaus

Um industriário que passou quase dois anos preso preventivamente por uma acusação de estupro de vulnerável foi absolvido pela Justiça do Amazonas. A mesma decisão inocentou a mãe da adolescente envolvida no caso e uma recepcionista do motel onde o homem foi detido.

A absolvição foi determinada pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes de Manaus. Conforme a sentença, as provas reunidas durante a instrução processual não comprovaram os crimes atribuídos aos três réus.

O depoimento da adolescente teve papel importante na mudança dos rumos do processo. Segundo os autos, a jovem declarou que havia planejado a situação para incriminar a própria mãe e fazer com que ela fosse presa.

A história teve início após conflitos entre mãe e filha. A mulher teria sido comunicada pela escola sobre as faltas da adolescente e, posteriormente, teria agredido a filha após encontrá-la com um namorado.

Depois do episódio, a adolescente procurou o industriário para pedir ajuda. Conforme o processo, ele sugeriu levá-la a uma delegacia ou a um pronto-socorro, mas a jovem teria pedido para ir a um motel para tomar banho.

Antes de entrar no estabelecimento, a adolescente acionou o Conselho Tutelar. O chamado chegou ao conhecimento da Polícia Civil, que acompanhou o deslocamento e realizou a abordagem logo após a entrada dos dois no motel.

A investigação inicial resultou na prisão do industriário e da recepcionista. A mãe da adolescente também foi localizada e presa em casa. Os três tiveram as prisões mantidas após a audiência de custódia e permaneceram presos preventivamente durante a tramitação do processo.

No decorrer da ação penal, o MPAM se manifestou favoravelmente ao pedido de soltura apresentado pelas defesas, apontando fragilidade nos elementos que sustentavam a acusação.

Na decisão, a magistrada afirmou que não havia prova segura suficiente para sustentar a materialidade dos delitos denunciados. Com isso, determinou a absolvição dos três réus.

O episódio ocorreu em 23 de maio de 2024, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus. Com a publicação da sentença, os três foram formalmente absolvidos das acusações.