Emenda de R$ 6,7 milhões destinada por Plínio Valério a Coari é alvo de investigação do TCU

O Senador Plínio Valério (PSDB AM) entrou no radar dos órgãos de controle após transferências milionárias destinadas à Prefeitura de Coari, administrada pelo grupo político da família Pinheiro, levantarem suspeitas sobre a aplicação dos recursos.

O Tribunal de Contas da União apura a utilização das verbas por determinação do ministro Flávio Dino. Segundo o tribunal, existem indícios de pagamentos sem documentação suficiente, além de possíveis despesas sem licitação e contratos com suspeita de superfaturamento.

A investigação também chegou à Polícia Federal (PF) e conta com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os recursos analisados está uma emenda de R$ 6.712.425 destinada a Coari em 2024. Após auditoria, o TCU informou ter encontrado dificuldades para rastrear o caminho do dinheiro e identificar de maneira precisa a aplicação da verba.

Plínio Valério afirma que o dinheiro tinha como finalidade a compra de equipamentos e insumos de informática para unidades de saúde do município. O TCU, entretanto, identificou movimentações dos recursos para outras contas municipais, o que teria dificultado a comprovação da destinação final.

O senador sustenta que não é responsável pela execução dos recursos depois que eles são transferidos ao município. Em nota, afirmou que cabe à prefeitura executar o plano de trabalho, realizar licitações, efetuar pagamentos e prestar contas.

A fiscalização, segundo o parlamentar, deve ser feita pelos órgãos de controle competentes.

SENADOR É QUESTIONADO POR GASTOS

Além das emendas sob investigação, Plínio Valério já havia aparecido em levantamentos relacionados às despesas do mandato.

Segundo dados divulgados pela plataforma De Olho em Você, o senador declarou R$ 676.677,45 em despesas e foi apontado como o parlamentar do Senado com maior volume de gastos no período analisado.

Ainda conforme o levantamento citado, Plínio destinou R$ 20.887.714,85 em emendas Pix.

O senador também foi alvo de repercussão no ano passado após declarar, durante um evento da Fecomércio Amazonas, que não tinha conhecimento sobre a Zona Franca de Manaus.