
Proposta é inspirada em lei aprovada em São Paulo e pode beneficiar famílias em todos os municípios do estado
Manaus (AM) — O policial militar e candidato a deputado estadual Sargento Loiola anunciou que, se eleito, uma de suas primeiras ações como deputado estadual será apresentar e trabalhar pela aprovação de um projeto de lei que garanta a distribuição gratuita do sensor de monitoramento contínuo de glicose o chamado Libre para todas as crianças e adultos com diabetes mellitus tipo 1 do Amazonas.
A proposta é inspirada na Lei nº 18.306/2025, sancionada em setembro do ano passado na cidade de São Paulo, que garante o benefício via SUS municipal, hoje restrito a crianças de 2 a 12 anos. Loiola quer ir além do modelo paulistano: propõe que o Amazonas tenha uma política estadual mais ampla, sem limite de idade, alcançando também adolescentes e adultos diagnosticados com o tipo 1 além de chegar a famílias da capital e do interior.
Como funciona o sensor
O dispositivo, aplicado no braço, mede o nível de glicose no sangue de forma contínua e envia os dados para um aparelho ou celular, eliminando a necessidade das picadas repetidas nos dedos que fazem parte da rotina de quem convive com o diabetes tipo 1. Hoje, o custo do sensor é considerado alto e inacessível para boa parte das famílias amazonenses, que dependem do método tradicional de monitoramento independentemente da idade do paciente.
O que diz o candidato
Para Loiola, a proposta se conecta diretamente com a pauta de saúde que ele vem defendendo na pré-campanha, centrada em reduzir a distância entre o cidadão e o poder público.
“Diabetes tipo 1 não escolhe idade. Tem criança, tem adolescente, tem adulto que convive com isso todo dia. Se São Paulo já garantiu para as crianças, o Amazonas pode ir além e garantir para todo mundo que precisa. Vou lutar para que isso vire lei aqui”, afirmou o sargento.
Diabetes tipo 1 no Brasil
O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença crônica, não transmissível e de origem genética, que costuma se manifestar na infância ou adolescência, mas acompanha o paciente por toda a vida adulta. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 600 mil pessoas convivem com a condição no país. O tratamento exige uso diário de insulina e monitoramento constante da glicemia.
Próximos passos
Segundo a assessoria, o projeto já está sendo desenhado e será protocolado assim que Loiola tomar posse como deputado estadual. A equipe afirma que o texto vai detalhar critérios de prioridade seguindo, em parte, o modelo já aplicado em São Paulo, que dá preferência a famílias inscritas no CadÚnico e que a aprovação da lei será tratada como uma das prioridades do mandato.







